Ainda não é o fim do exame mais "temido" pelos homens --o toque retal para detecção de câncer de próstata. Mas a descoberta de que uma substância, a sarcosina, está mais presente na urina de homens com a doença abre caminho para técnicas de diagnóstico "menos invasivas", segundo os autores do estudo, possibilitando criar um exame para identificar o estágio de progressão do câncer.
Uma equipe de 26 pesquisadores liderados por Arul Chinnaiyan, da Universidade de Michigan, examinou em detalhe os metabólitos (substâncias produzidas pelo metabolismo) que poderiam ser pistas de câncer de próstata.
Foram isolados 1.126 metabólitos presentes em 262 amostras (42 de tecido, 110 de urina e 110 de sangue) e identificados 87 metabólitos cuja presença e dose ajudavam a distinguir a próstata sadia da com tumor. Seis deles tinham níveis maiores nos casos mais graves, em que o câncer estava na fase de metástase.
A sarcosina foi a que melhor serviu para identificar os tumores, como está no artigo publicado na edição de hoje da revista "Nature". Os níveis de sarcosina eram elevados em 79% dos casos de câncer com metástase e em 42% dos casos da doença em fase inicial. Ela não estava presente nas amostras sadias.
"Um dos maiores desafios é determinar se o câncer de próstata é agressivo. Exageramos no tratamento porque os médicos não conseguem saber quais tumores serão de crescimento lento. Com essa pesquisa, nós identificamos um potencial marcador para tumores agressivos", declarou Chinnaiyan.
Um dos problemas da dificuldade de diagnóstico é o aumento de cirurgias desnecessárias. A descoberta poderá permitir que um simples teste de urina ajude no diagnóstico mais preciso da doença e poderá auxiliar na criação de uma terapia, pois também se encontrou um vínculo entre a sarcosina e a agressividade do câncer.
Ao adicionar o metabólito a uma cultura de células de próstata sadias, elas se tornaram malignas e agressivamente invasivas. Foi possível reverter a ação com enzimas que regulam o metabolismo de sarcosina.
A pesquisa foi feita em cooperação com a empresa Metabolon, pioneira na aplicação de uma nova área de pesquisa, a "metabolômica". Essa área pretende conhecer em detalhe os resultados químicos dos processos celulares.
No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer, o número de casos novos de câncer de próstata em 2008 foi de 49.530. O diagnóstico é feito pelo exame de toque retal e pela dosagem do antígeno prostático específico (conhecido pela sigla em inglês, PSA).
02 março 2009
Crise pode afetar a difusão do Windows 7
Ainda que a versão beta do Windows 7 lançada em janeiro tenha recebido críticas positivas, isto pode não ser o suficiente para que as empresas apostem na atualização de seus sistemas operacionais.
Os orçamentos apertados e as políticas para cortes de custos durante a crise econômica estão entre os principais responsáveis motivos para a reticência.
Ainda que diversas companhias tenham pulado o Vista e estejam usando desatualizados Windows XP, analistas dizem que a adoção do Windows 7 não será facilitada.

A expectativa é que o Windows 7 esteja disponível antes do final do ano ou, no máximo, bem no início de 2010. Apenas se houver uma recuperação dramática na economia, todos os sinais apontam para um orçamento de TI cada vez mais apertado.
Dezenas de milhares de empregos foram eliminados nos últimos meses como medidas para redução de custos em diversas companhias dos mais diversificados setores. Isso não só significou orçamentos menores, como também gerou milhares de desktops nas empresas que vão ficar parados e deverão ser remanejados, afirmou Michael Cherry, analista da empresa de pesquisa Directions on Microsoft.
"Se as demissões estão acontecendo, eles possuem mais [PCs] do que precisam, então vão precisar realocar as máquinas para outros funcionários," declarou.
Estas máquinas provavelmente estão rodando XP, já que apenas 9% de mil companhias avaliadas pelo Gartner na Europa e América do Norte estão usando o Vista.
Mesmo com a crise, o Windows 7 provavelmente não será tão desastroso quanto o Vista foi para as empresas, defendem analistas e profissionais de TI. Existem algumas boas razões para optar pela atualização ao Windows 7, mesmo se as empresas tenham que aproveitar os últimos centavos do orçamento para fazer isso.
O XP hoje tem oito anos de idade e está começando a mostrar sinais de velhice, destacou Andrew Brust, chefe de novas tecnologias da consultoria Twentysix. "Ele suportou bem a passagem do tempo, mas agora está claramente mostrando a idade," acrescentou.
Mesmo com orçamentos restritos, as companhias que puderem comprar o Windows 7 devem fazer a atualização e provavelmente farão, já que eles demoraram tanto para realizar a mudança, acredita Brust.
"Diversos clientes provavelmente adiaram o upgrade para o Vista, optando por esperar pelo seu sucessor. Então, a tendência é que exista uma demanda reprimida," argumentou.
Além disso, defende, empresas vão começar a ver problemas de compatibilidade com o XP e aplicações de terceiros à medida que o sistema operacional envelhece.
"A economia não é apenas um desafio para os clientes, ela também desafia as companhias de software, que terão dificuldades para suportar diversas versões de sistemas operacionais," acrescentou.
Brust afirmou que a funcionalidade de segurança no Windows 7 e a sua superioridade em PCs de 64 bits justificam a atualização. O problema, acrescenta, é que a crise pode afastar a compra de novas máquinas com mais poder de processamento, o que coloca por terra o argumento do 64 bits.
Este é o motivo pelo qual a Microsoft planeja fazer o Windows 7 funcionar bem em PCs mais antigos e netbooks. Com isto, garante Brust, o Windows 7 será "mais atraente para a base instalada de PCs dentro de uma organização" do que o Vista, que traz grande exigência de hardware.
Mas Cherry, do Directions on Microsoft, espera o lançamento do Windows 7 para ter certeza de que o SO vai rodar bem em máquinas antigas ou de baixo custo.
"É um objetivo para o sistema operacional [rodar bem em hardware barato], mas não acredito que alguém desenvolva um SO pensando em fazê-lo mais lento e mais estúpido. Eu acredito que tenham objetivos positivos, mas só saberemos a realidade quando analisarmos o código final", completou.
Os orçamentos apertados e as políticas para cortes de custos durante a crise econômica estão entre os principais responsáveis motivos para a reticência.
Ainda que diversas companhias tenham pulado o Vista e estejam usando desatualizados Windows XP, analistas dizem que a adoção do Windows 7 não será facilitada.

A expectativa é que o Windows 7 esteja disponível antes do final do ano ou, no máximo, bem no início de 2010. Apenas se houver uma recuperação dramática na economia, todos os sinais apontam para um orçamento de TI cada vez mais apertado.
Dezenas de milhares de empregos foram eliminados nos últimos meses como medidas para redução de custos em diversas companhias dos mais diversificados setores. Isso não só significou orçamentos menores, como também gerou milhares de desktops nas empresas que vão ficar parados e deverão ser remanejados, afirmou Michael Cherry, analista da empresa de pesquisa Directions on Microsoft.
"Se as demissões estão acontecendo, eles possuem mais [PCs] do que precisam, então vão precisar realocar as máquinas para outros funcionários," declarou.
Estas máquinas provavelmente estão rodando XP, já que apenas 9% de mil companhias avaliadas pelo Gartner na Europa e América do Norte estão usando o Vista.
Mesmo com a crise, o Windows 7 provavelmente não será tão desastroso quanto o Vista foi para as empresas, defendem analistas e profissionais de TI. Existem algumas boas razões para optar pela atualização ao Windows 7, mesmo se as empresas tenham que aproveitar os últimos centavos do orçamento para fazer isso.
O XP hoje tem oito anos de idade e está começando a mostrar sinais de velhice, destacou Andrew Brust, chefe de novas tecnologias da consultoria Twentysix. "Ele suportou bem a passagem do tempo, mas agora está claramente mostrando a idade," acrescentou.
Mesmo com orçamentos restritos, as companhias que puderem comprar o Windows 7 devem fazer a atualização e provavelmente farão, já que eles demoraram tanto para realizar a mudança, acredita Brust.
"Diversos clientes provavelmente adiaram o upgrade para o Vista, optando por esperar pelo seu sucessor. Então, a tendência é que exista uma demanda reprimida," argumentou.
Além disso, defende, empresas vão começar a ver problemas de compatibilidade com o XP e aplicações de terceiros à medida que o sistema operacional envelhece.
"A economia não é apenas um desafio para os clientes, ela também desafia as companhias de software, que terão dificuldades para suportar diversas versões de sistemas operacionais," acrescentou.
Brust afirmou que a funcionalidade de segurança no Windows 7 e a sua superioridade em PCs de 64 bits justificam a atualização. O problema, acrescenta, é que a crise pode afastar a compra de novas máquinas com mais poder de processamento, o que coloca por terra o argumento do 64 bits.
Este é o motivo pelo qual a Microsoft planeja fazer o Windows 7 funcionar bem em PCs mais antigos e netbooks. Com isto, garante Brust, o Windows 7 será "mais atraente para a base instalada de PCs dentro de uma organização" do que o Vista, que traz grande exigência de hardware.
Mas Cherry, do Directions on Microsoft, espera o lançamento do Windows 7 para ter certeza de que o SO vai rodar bem em máquinas antigas ou de baixo custo.
"É um objetivo para o sistema operacional [rodar bem em hardware barato], mas não acredito que alguém desenvolva um SO pensando em fazê-lo mais lento e mais estúpido. Eu acredito que tenham objetivos positivos, mas só saberemos a realidade quando analisarmos o código final", completou.
09 fevereiro 2009
Hambúrguer para quem tem nojo de se lambuzar
Dom, 08/02/09 por Renata Leal, Revista Época
Comer um sanduíche muito grande não é das coisas mais fáceis. Eu mesma gasto um monte de guardanapos para melecar menos a mão quando como um sanduíche. Mas não costumo ligar muito para isso. É simples: você lava as mãos depois e está tudo resolvido. Pelo jeito, nem todo mundo pensa como eu. O Chompr é um dispositivo de madeira e alumínio destinado a restaurantes carésimos, com público bem exigente. Com ele não é preciso tocar no pão do sanduíche, que já vem no suporte. Assim você não suja seus dedinhos. Um sistema de molas permite apertar o lanche na medida certa. Por enquanto é só protótipo e foi criado pela Coroflot.
Comer um sanduíche muito grande não é das coisas mais fáceis. Eu mesma gasto um monte de guardanapos para melecar menos a mão quando como um sanduíche. Mas não costumo ligar muito para isso. É simples: você lava as mãos depois e está tudo resolvido. Pelo jeito, nem todo mundo pensa como eu. O Chompr é um dispositivo de madeira e alumínio destinado a restaurantes carésimos, com público bem exigente. Com ele não é preciso tocar no pão do sanduíche, que já vem no suporte. Assim você não suja seus dedinhos. Um sistema de molas permite apertar o lanche na medida certa. Por enquanto é só protótipo e foi criado pela Coroflot.
Darwin errou?
Onde está, então, o erro de Darwin?
Para Darwin, igual em importância à seleção natural estava o conceito da árvore da vida. E ela está sob forte ataque. O ataque não parte do criacionismo, o movimento que repudia a seleção natural e defende a interpretação literal da origem bíblica do homem. Ele parte de um grande número de cientistas.
A árvore da vida surgiu em 1837. Fazia dez meses que o jovem naturalista Charles Robert Darwin, de 28 anos, retornara de uma viagem de cinco anos pelo mundo a bordo do brigue Beagle, onde reuniu uma enorme coleção de animais, plantas, fósseis e insetos. Era julho. Darwin trabalhava em sua casa quando teve uma faísca. Em uma página de seu caderno de anotações, escreveu: “Eu acho”. Logo abaixo, fez o rascunho da árvore da vida. Foi a primeira vez que usou o conceito da árvore evolucionária para explicar as relações entre as espécies. Darwin percebeu que as dezenas de milhões de espécies que habitam ou habitaram o planeta descenderiam de um antigo Ancestral Universal Comum, que ficaria na base da árvore. Dele desponta um tronco, que se divide e vai criando ramificações. Cada ramo representa uma espécie. Quando ele se bifurca, surgem novas espécies.

Quando os cientistas investigaram a evolução por meio da genética, perceberam que a árvore da vida era uma teia, a teia da vida.
É extraordinário que Darwin tenha intuído o mecanismo da seleção natural sem ter a menor ideia de como os pais transmitem aos filhos as características que garantem a sobrevivência de uma espécie. Ele não conheceu as pesquisas genéticas de seu contemporâneo, o monge austríaco Gregor Mendel. Nunca ouviu a palavra gene, criada em 1905, nem sabia do DNA, o responsável pela transmissão genética, descoberto em 1953.
Nos anos 1990, passou a ser possível investigar a evolução no nível dos genes. Aí as coisas se complicaram. A comparação dos genomas do homem com os do chimpanzé mostrou que 98,5% dos genes são idênticos, como seria esperado em duas espécies que se separaram, na árvore da vida, há tão pouco tempo. Mas como explicar a existência de trechos de DNA de cobra no genoma do gado? Bois são mamíferos e cobras répteis. Mamíferos e répteis, descendentes de um mesmo ancestral anfíbio, trilharam caminhos separados há 250 milhões de anos. Outros estudos revelaram anomalias parecidas em plantas, insetos e peixes. Havia algo de podre no reino evolutivo.
Para Darwin, igual em importância à seleção natural estava o conceito da árvore da vida. E ela está sob forte ataque. O ataque não parte do criacionismo, o movimento que repudia a seleção natural e defende a interpretação literal da origem bíblica do homem. Ele parte de um grande número de cientistas.
A árvore da vida surgiu em 1837. Fazia dez meses que o jovem naturalista Charles Robert Darwin, de 28 anos, retornara de uma viagem de cinco anos pelo mundo a bordo do brigue Beagle, onde reuniu uma enorme coleção de animais, plantas, fósseis e insetos. Era julho. Darwin trabalhava em sua casa quando teve uma faísca. Em uma página de seu caderno de anotações, escreveu: “Eu acho”. Logo abaixo, fez o rascunho da árvore da vida. Foi a primeira vez que usou o conceito da árvore evolucionária para explicar as relações entre as espécies. Darwin percebeu que as dezenas de milhões de espécies que habitam ou habitaram o planeta descenderiam de um antigo Ancestral Universal Comum, que ficaria na base da árvore. Dele desponta um tronco, que se divide e vai criando ramificações. Cada ramo representa uma espécie. Quando ele se bifurca, surgem novas espécies.

Quando os cientistas investigaram a evolução por meio da genética, perceberam que a árvore da vida era uma teia, a teia da vida.
É extraordinário que Darwin tenha intuído o mecanismo da seleção natural sem ter a menor ideia de como os pais transmitem aos filhos as características que garantem a sobrevivência de uma espécie. Ele não conheceu as pesquisas genéticas de seu contemporâneo, o monge austríaco Gregor Mendel. Nunca ouviu a palavra gene, criada em 1905, nem sabia do DNA, o responsável pela transmissão genética, descoberto em 1953.
Nos anos 1990, passou a ser possível investigar a evolução no nível dos genes. Aí as coisas se complicaram. A comparação dos genomas do homem com os do chimpanzé mostrou que 98,5% dos genes são idênticos, como seria esperado em duas espécies que se separaram, na árvore da vida, há tão pouco tempo. Mas como explicar a existência de trechos de DNA de cobra no genoma do gado? Bois são mamíferos e cobras répteis. Mamíferos e répteis, descendentes de um mesmo ancestral anfíbio, trilharam caminhos separados há 250 milhões de anos. Outros estudos revelaram anomalias parecidas em plantas, insetos e peixes. Havia algo de podre no reino evolutivo.
Novo fio dental
Pesquisa da USP-Ribeirão transfere princípio ativo para fio mais resistente e conquista 1º lugar em congresso
Uma pesquisa de iniciação científica desenvolvida na USP-Ribeirão acaba de conquistar o primeiro lugar no Congresso da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica (SBPqO), um dos mais importantes do país.
É frequente a reclamação dos pacientes que o fio dental antitártaro existente no mercado desvia facilmente. Feito de nylon, desfia com facilidade e tem preços nem sempre acessíveis ao bolso do consumidor. Diante disso, eles propuseram a tentar transferir a substância que age contra o tártaro para um fio mais resistente. E o resultado foi positivo. Os testes mostraram, também, maior poder de remoção de placa bacteriana. Em breve, o produto chega ao mercado, através da Jonhson & Jonhson, uma gigante do setor.
Os testes foram feitos na própria universidade, com dez pessoas que passavam por tratamento regular. Na primeira semana, cinco delas usaram um fio dental comum sem o agente antitártaro e outras cinco o de polipropileno com o princípio ativo. Posteriormente, houve uma troca. O grupo que participava do experimento com o fio comum passou a utilizar o mais resistente e vice-versa. A conclusão foi que os dois tipos liberam a mesma quantidade - e pelo mesmo tempo - de substância contra o tártaro. A tendência é que o novo produto chegue ao mercado com um custo inferior ao de nylon.
>>Fio deve ser associado à escova
O uso do fio dental é, segundo especialistas, tão importante quanto à escovação no processo de higiene bucal. O fio garante a remoção de detritos (resíduos alimentares) que a escova não consegue alcançar. De acordo com a
cirurgiã-dentista Micheli Nahás Matiello, a associação do fio dental com a escova de dentes pode remover 26% a mais de placa bacteriana em relação ao uso isolado da escova. "A escova consegue limpar a parte de fora, de dentro e por cima dos dentes, mas não consegue limpar entre os dentes. É aí que entra o fio dental. Ele atua, justamente, onde a escova não consegue limpar, removendo as placas e alimentos ali depositados".
Segundo ela, o uso do fio deve ser incentivado desde a infância, no momento em que a criança começa a escovar os dentes sozinha. A associação com a escovação deve ser feita pelo menos uma vez ao dia, de preferência à noite, antes de dormir. Pequenos sangramentos provocados pelo fio quando a pessoa não está acostumada a usá-lo são considerados normais. "Como as placas serão removidas, a inflamação da gengiva cederá e o sangramento desaparecerá". Caso contrário, o recomendável é consultar um dentista.
Uma pesquisa de iniciação científica desenvolvida na USP-Ribeirão acaba de conquistar o primeiro lugar no Congresso da Sociedade Brasileira de Pesquisa Odontológica (SBPqO), um dos mais importantes do país.
É frequente a reclamação dos pacientes que o fio dental antitártaro existente no mercado desvia facilmente. Feito de nylon, desfia com facilidade e tem preços nem sempre acessíveis ao bolso do consumidor. Diante disso, eles propuseram a tentar transferir a substância que age contra o tártaro para um fio mais resistente. E o resultado foi positivo. Os testes mostraram, também, maior poder de remoção de placa bacteriana. Em breve, o produto chega ao mercado, através da Jonhson & Jonhson, uma gigante do setor.
Os testes foram feitos na própria universidade, com dez pessoas que passavam por tratamento regular. Na primeira semana, cinco delas usaram um fio dental comum sem o agente antitártaro e outras cinco o de polipropileno com o princípio ativo. Posteriormente, houve uma troca. O grupo que participava do experimento com o fio comum passou a utilizar o mais resistente e vice-versa. A conclusão foi que os dois tipos liberam a mesma quantidade - e pelo mesmo tempo - de substância contra o tártaro. A tendência é que o novo produto chegue ao mercado com um custo inferior ao de nylon.
>>Fio deve ser associado à escova
O uso do fio dental é, segundo especialistas, tão importante quanto à escovação no processo de higiene bucal. O fio garante a remoção de detritos (resíduos alimentares) que a escova não consegue alcançar. De acordo com a
cirurgiã-dentista Micheli Nahás Matiello, a associação do fio dental com a escova de dentes pode remover 26% a mais de placa bacteriana em relação ao uso isolado da escova. "A escova consegue limpar a parte de fora, de dentro e por cima dos dentes, mas não consegue limpar entre os dentes. É aí que entra o fio dental. Ele atua, justamente, onde a escova não consegue limpar, removendo as placas e alimentos ali depositados".
Segundo ela, o uso do fio deve ser incentivado desde a infância, no momento em que a criança começa a escovar os dentes sozinha. A associação com a escovação deve ser feita pelo menos uma vez ao dia, de preferência à noite, antes de dormir. Pequenos sangramentos provocados pelo fio quando a pessoa não está acostumada a usá-lo são considerados normais. "Como as placas serão removidas, a inflamação da gengiva cederá e o sangramento desaparecerá". Caso contrário, o recomendável é consultar um dentista.
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DEPOIS DE UM BOM TEMPO ESTOU DE VOLTA
DESCULPEM, MUITAS ATIVIDADES NO FINAL DE 2008
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